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A Sabedoria de Simplesmente Ser

  • Foto do escritor: Taís Luz
    Taís Luz
  • 3 de jun. de 2025
  • 3 min de leitura

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Sentimento de Não Merecimento


Você já sentiu que não merece o amor que recebe, a paz que deseja ou o sucesso que alcançou? Como se, em algum nível, algo bom demais estivesse acontecendo com alguém “insuficiente”? Se essa sensação te acompanha, saiba que ela tem nome: sentimento de não merecimento e tem raízes mais profundas do que se costuma imaginar.


Quando nos afastamos do nosso próprio fluxo

Quando vivemos em consonância com o fluxo da vida, sentimos paz. Quando resistimos, nasce o conflito interno ou externo.

O sentimento de não merecimento surge quando nos desconectamos desse fluxo. Em vez de acolher a vida como ela é com seus presentes, oportunidades e encontros passamos a duvidar da nossa própria natureza. É como se disséssemos: "Eu sou um erro no movimento natural das coisas". E isso gera tensão, rigidez e sofrimento.


Como esse sentimento é cultivado?

Na maioria das vezes, ele nasce ainda na infância, quando aprendemos que o amor precisa ser conquistado, e não simplesmente recebido. Quando nossas emoções foram invalidadas, ou quando tivemos que "ser fortes" demais, cedo demais. Essa história vai nos moldando, e pouco a pouco deixamos de nos perceber como parte digna do todo.

A própria natureza nos ensina que existe precisa provar seu valor. A árvore não justifica suas folhas. A chuva não pede desculpas por cair. O rio não argumenta para seguir seu curso. Eles simplesmente são. E isso basta.


O “não mereço” como resistência

A crença de que “não sou merecedor(a)” é, muitas vezes, uma tentativa inconsciente de controle. Se não me permito desejar ou receber, talvez eu me proteja da dor de perder. Mas essa lógica nos afasta da vida real, aquela que flui, surpreende, muda de direção e nos convida à entrega.

A resistência ao merecimento é uma forma de rigidez. Se observar o fluxo natural das coisas perceberá que o que é rígido se quebra; o que é flexível, se adapta e permanece.


Caminhos para retornar ao centro

  1. Pratique o Wu Wei (a ação na não ação): Em vez de lutar para provar seu valor, experimente apenas ser. Respire. Aja com naturalidade. Deixe que as coisas venham e partam, sem esforço excessivo.

  2. Observe sua mente como o céu observa as nuvens: Os pensamentos de inadequação vão passar. Não são você. São apenas formações temporárias no céu da sua consciência.

  3. Conecte-se com o seu corpo e com a natureza: Viver no aqui e agora. Um banho de sol, o som da água, o calor de uma xícara de chá — tudo isso te lembra que você pertence.

  4. Aceite a imperfeição como parte do caminho: Há beleza está no inacabado, valor no simples, sabedoria no silêncio. Você não precisa ser mais nada para ser merecedor.

  5. Cultive a autocompaixão como prática espiritual: Trate-se como trataria uma criança ferida. Com presença, paciência e afeto.


Você merece porque é

Não há nada que você precise conquistar para merecer amor, descanso, alegria ou reconhecimento. Você é parte do Todo. Respirar já é sinal de que você está conectado ao milagre da vida.

Aceitar isso pode parecer simples demais — mas é justamente aí que está a profundidade.


"O Tao está sempre presente. Mas só se revela àqueles que se esvaziam de si mesmos para perceber."Lao Tsé


Permita-se receber. E se algum pensamento disser que você não merece, apenas sorria com ternura. É só mais uma nuvem passando. O céu continua lá.

 
 
 

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© Taís Luz - Psicóloga Clinica - CRP 06/183010

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